A presidente da Câmara Municipal de Sousa, Sertão paraibano, revelou uma informação que preocupa a todos que estão lutando por uma solução urgente para a crise hídrica que afeta moradores das regiões polarizadas pelos municípios de Cajazeiras e Sousa, sobretudo as famílias ribeirinhas que tiram seu sustento das águas dos açudes locais. No último dia 27/10, Amanda Silveira Dantas (PSB), recebeu um Despacho Técnico da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA) afirmando que a alocação de águas através do projeto de transposição do Rio Francisco para os Eixos Leste e Norte na Paraíba será feito somente após o período chuvoso de 2026.
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A notícia frustrou a vereadora, principalmente porque os encaminhamentos feitos durante a audiência pública que aconteceu no dia 24 de setembro desse ano, na Câmara de Sousa, deixou os parlamentares e a população esperançosos. Amanda recorda que naquela audiência o Poder Legislativo municipal solicitou da AESA a disponibilidade de água da transposição para a Barragem Lagoa do Arroz, localizada em Cajazeiras, mas que abastece parte do município de Sousa por meio do Rio do Peixe.
A AESA, por sua vez, encaminhou ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) o Plano Operativo Anual (POA) para o exercício de 2026, no qual está prevista uma vazão total de 5,4160 m³/s destinada ao Estado da Paraíba. Porém, somente após o período chuvoso de 2026 será realizado o processo de alocação de águas, tanto no Eixo Leste quanto no Eixo Norte. “Somente após a conclusão dessas alocações será definida a repartição da vazão disponível entre os diversos usuários e demandas prioritárias, conforme critérios técnicos, disponibilidade hídrica e diretrizes estabelecidas no Plano de Gestão Anual”, informa o Despacho Técnico da AESA.
Prefeito e governador serão acionados
“Isso nos preocupou muito, e a gente precisa contar com o apoio de vocês da imprensa, da mobilização de toda a sociedade civil para que a classe política se una para que a gente leve esse pleito. Estaremos deliberando pelo envio do ofício ao prefeito de Sousa, Helder Carvalho, para que ele, junto conosco, possa fazer contato com o governador João Azevêdo; se necessário, com o presidente Lula, porque é inadmissível que a gente tenha essas decisões adiadas para 2026. Nós precisamos ter essa segurança hídrica este ano. Nossa perspectiva era que até 10 de outubro esse POA já tivesse sido retificado com a vazão que se espera, que é necessária para dar a segurança que todos esperam”, protestou Amanda Silveira.

Na manhã e tarde desta terça, manifestantes bloqueram a rodovia PB-400, em Cajazeiras, reivindicando as presenças de representantes dos órgãos reguladores de água para discutir a situação do Açude Engenheiro Avidos (Boqueirão de Piranhas), que, segundo eles, vem perdendo volume de forma acelerada devido à vazão para outros reservatórios.
Essa situação envolve diretamente os interesses dos municípios de Cajazeiras e Sousa – além dos adjacentes – porque Boqueirão também abastece o Açude de São Gonçalo, em Sousa, que atende aos ribeirinhos locais. Já o Açude Lagoa do Arroz, também em Cajazeiras, manda água para Sousa através do Rio do Peixe.
A vereadora Amanda Silveira garante que o Poder Legislativo sousense não vai “baixar a guarda” e irá intensificar a luta pela alocação da água o mais breve possível. Ela também ressalta que as reivindicações dos sousenses não são uma disputa de forças com Cajazeiras.
“Nós precisamos é nos unir. Não são forças contrárias. A gente precisa dar as mãos para que a gente possa, junto com as lideranças políticas da região de Sousa e da região de Cajazeiras, unir forças para que a gente possa solucionar esse problema que é de interesse de todos”.
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BlogdoLevi com Diário do Sertão
